sábado, 21 de março de 2015

Técnica Alexander: Reeducação da Mente e do Corpo



A Técnica Alexander é uma maneira de aprender a eliminar a tensão desnecessária que você põe no seu corpo. Dessa maneira, todos os movimentos são pensados, proporcionando um alto grau de bem-estar. Analisando os maus hábitos, a técnica corrige encurtamentos, tensões, distensões, afrouxamentos e outros diversos problemas na estrutura humana, utilizando somente exercícios energéticos e sem qualquer equipamento ou material além do próprio corpo.

Ao focar em um movimento, o cérebro aprender a gastar somente a energia realmente necessária para aquela ação – cantar, dançar, correr, dirigir, trabalhar, etc. Não é como a academia com uma série de exercícios de força. A Técnica Alexander visa a reeducação da mente e do corpo, encontrando um novo balanceamento de tensões e forças.

Frederick Matthias Alexander (1869 – 1955), natural da Áustria, foi um ator que tinha laringite crônica toda vez que atuava. Frustrado com a falta de ajuda dos médicos, começou a pesquisar sobre o que poderia ser a causa da doença e percebeu um foco de extrema tensão na região da garganta e pescoço toda vez que se portava no palco. Sua cura foi tão impressionante que colegas e médicos começaram a se interessar pelo seu tratamento, estudado por mais de 50 anos e lecionado por 35 anos.

Para o ator, a mente e o corpo seriam indivisíveis e, muitas vezes, faríamos coisas de formas diferentes do que pensamos fazer. Observando todos os detalhes e estrutura do corpo, Alexander entendeu que as pessoas deixaram de se portar como deveriam – encurvados e tencionados, com uma estrutura diferente da formação original do organismo. Os males de uma respiração errada podem afetar até a postura. Pensando nisso, Alexander instruiu pessoas a aplicar a técnica em alguns pacientes.

O sucesso foi tanto que diversos músicos, artistas, atletas e até mesmo profissionais de outras áreas procuraram especialistas para aplicarem a técnica no dia a dia. Durante as aulas, normalmente de 30 a 45 minutos, os professores observam a postura, o caminhar e até mesmo a forma de sentar do aluno, instruindo exercícios com alta carga energética para tirar, colocar ou distribuir a tensão de alguns focos do corpo.

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Izabela Guarino

Analista internacional, designer, estudante (sempre!) da conscienciologia e projeciologia e terapeuta Reikiana. Acredito que podemos criar um mundo mais humano e amoroso, se trouxermos essa mudança para o âmbito pessoal.

fonte

http://www.revolutebrasil.com.br/blog/tecnica-alexander/

segunda-feira, 2 de março de 2015

Guavira poderosa fruta do Cerrado


Em Mato Grosso do Sul as pessoas dizem que a guavira é a fruta da resistência, porque depois da estiagem, começa a chuva e aí, sim, as frutas aparecem nos guavirais nativos. E tem de coletar rápido porque elas amadurecem e duram no máximo duas semanas. Ficam assim. Em cachos. Verde e amarelo: a cor do Brasil.

No laboratório de tecnologia de alimentos foi confirmado que a guavira tem mais vitamina C do que a laranja. Em algumas espécies, foi encontrado quase 20 vezes mais vitamina C do que a laranja.

A cor amarela indica a presença de betacaroteno, que se converte em vitamina A; tem potássio, que ajuda a manter o vigor muscular; cálcio e fósforo, que deixam os ossos e dentes fortes; e magnésio, importante na digestão.



Essa fruta do Cerrado é mesmo poderosa. Não é por acaso que ela serviu de inspiração à violeira Helena Meirelles ao compor Flor de Guavira. Nativa do Cerrado, a delicada, branca e miúda flor aparece ainda na época de estiagem, anunciando que os frutos da guavira - ou gabiroba - surgirão em breve. Na casa da costureira Maria de Lurdes Brey, de 67 anos, todo cuidado é dedicado ao arbusto.

"Quando recebo visitas eu já falo: cuidado com a guavira, não trate ela de qualquer jeito", conta. Encantada com os frutos e admiradora das flores, dona Maria de Lurdes conta que aprendeu a fazer mudas de guavira para dar aos amigos. "Até fiz muda dela, com a semente. Tem que ter paciência e cuidado porque a muda demora um pouco para ficar madura, mas fiz para um amigo que mora no Paraná e que queria uma planta frutífera típica do Cerrado para cultivar", explica.

São quatro ou cinco pés de gabiroba no quintal, "tem uma porção. Tenho várias porque o fruto é muito saboroso e gosto muito", completa Lurdes. Mas, apesar de nativa, está cada vez mais difícil encontrar guavira por aí, nos quintais e espaços verdes da cidade.


Guavira também é conhecida como gabiroba.

Passado - A aposentada Agacy dos Santos, de 60 anos, lembra com carinho do tempo em que percorria as ruas da Capital com a mãe e as irmãs em busca das pequenas frutas. "Isso lá pelo final da década de 50. Nós íamos na região do Santo Amaro, perto da reserva do exército, lá existiam muitos pés de guavira. A gente nem trazia pra casa, comíamos ali mesmo", relata. Hoje, Agacy mesma reconhece que está difícil encontrar a planta, "não existem mais tantas como antigamente."

Na estação em que a fruta é produzida, geralmente novembro, indígenas a vendem no centro da cidade, em frente ao Mercadão Municipal, por 10 reais o litro, que é quando uma lata vazia de óleo de cozinha é preenchida com as frutinhas. A procura é muito grande todos os dias, segundo Dionísia Elias, de 62 anos, uma das comerciantes.

Raridade - No entanto, de acordo com o pesquisador Edmilson Volpe, engenheiro agrônomo do Cepaer (Centro de Capacitação e Pesquisa) da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), a guavira é considerada planta invasora em áreas de pastagem. "Ela faz parte da vegetação do Cerrado, é nativa. Mas quando o produtor vai plantar milho, soja, enfim, o solo é preparado e ela desaparece porque é feita uma limpeza dessas lavouras", contextualiza.

Com a diminuição da oferta da fruta, resultado até mesmo do crescimento das cidades da região, o especialista acredita que a melhor maneira de conservá-la é tornar seu cultivo viável economicamente, tanto para consumo próprio, como para comercialização.


Melhoramento - É por isso que a Agraer desenvolve pesquisas com a planta há cinco anos, justamente para conciliar produção e preservação, segundo o pesquisador. "O solo do Cerrado é, geralmente, fraco, considerado de baixa fertilidade para outras culturas (como soja e milho). É preciso muito investimento em melhoramento de solo para essas produções. Mas a guavira é uma alternativa viável", pontua.

Por causa da alta aceitação e relevância da fruta em Mato Grosso do Sul, Volpe acredita ser fundamental encontrar formas de aprimorar seu aproveitamento e preservação. "Cultivá-la é uma ótima forma de preservá-la", amplia.

Além disso, a gabiroba é considerada uma das 10 frutas mais viáveis do Cerrado. "Percebemos que, se é fácil de comercializar, então é fácil ganhar dinheiro com ela. Mas, para isso, ela precisa ser preservada", alerta.

Graças aos experimentos desenvolvidos pela Agraer, cerca de 10 toneladas de gabiroba estão sendo produzidas por hectare. "Isso em se tratando de experimento científico. Na prática, o rendimento pode chegar à metade, mas do ponto de vista econômico é viável, principalmente para o pequeno produtor", aponta.

Viabilidade - Não é só o apreço popular pela fruta que dá viabilidade à guavira. A versatilidade do alimento também atrai. "Ela tem outras aplicações. É possível fazer mousse, sorvete, licor, além, é claro, do suco. A polpa congelada pode ser vendida a aproximadamente 25 reais o litro. Ou seja, já existe mercado para o produto", considera Volpe.

"Não só do ponto de vista econômico ela é muito promissora, do aspecto nutritivo também. Ela tem alto teor de vitamina C, até mais que a laranja, além de ser uma fonte de energia e minerais", finaliza. A florada da guavira se estende até, frequentemente, outubro para que, em novembro, inicie a produção dos frutos, que ocorre apenas uma vez por ano.

Onde encontrar - Para quem deseja ter exemplares da planta em casa, o viveiro Florescer comercializa mudas. "Atualmente, não temos muitas. Devido aos cuidados complexos que a planta exige, a reprodução não é simples. No entanto, podemos produzir de acordo com a procura", explica uma das proprietárias, Lucilene Bigatão.

O esposo dela, Nereu Rios, mantém o viveiro que produz cerca de 20 mil mudas por ano. Mais informações, sobre valores e a produção, podem ser obtidas pelo site http://www.nereurios.com.br/, onde também é disponibilizado contato com a empresa.

FONTE

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2014/03/comum-no-cerrado-guavira-chega-ter-20-vezes-mais-vitamina-c-do-que-laranja.html

http://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/apesar-de-nativa-e-do-apelo-afetivo-guavira-esta-sumindo-do-cerrado

https://ecoturismoembonito.wordpress.com/2014/03/22/globo-reporter-esteve-em-bonito-ms-saber-os-segredos-da-gravira/