segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reposição hormonal sem riscos


Aplicação do tratamento de Modulação Hormonal Bioidêntica pode ser feito tanto em homens quanto em mulheres. Médico Lair Ribeiro explica como funciona o processo.


O declínio das taxas hormonais no corpo é uma das ações responsáveis pelo envelhecimento dos seres humanos. Estudos apontam que, a partir dos 30 anos, a cada década, perdemos de 10 a 15% da capacidade de produção hormonal. Esse processo se apresenta por sintomas chamados de pausas (de onde surgem os termos menopausa e andropausa), geralmente associados a incômodos constantes, como calores intensos, dores pelo corpo, indisposição, falta de apetite sexual, entre outros.


Para minimizar esses efeitos, a medicina tem buscado alternativas terapêuticas. Elas trazem melhorias na qualidade de vida dos pacientes e promovem a prevenção de várias enfermidades relacionadas com a idade, como a osteoporose, a falta de libido, o envelhecimento precoce, a dificuldade de concentração e a perda de memória


A terapia de Modulação Hormonal Bioidêntica (iguais aos produzidos pelo organismo) se apresenta como uma solução segura para manter o equilíbrio metabólico no organismo do paciente. “Sempre se ouviu dizer que, na menopausa, a mulher precisa de estrogênio, quando, na verdade, o hormônio que mais se reduz nessa fase é a progesterona. Até bem pouco tempo também se pensou que o tipo de hormônio disponível no mercado para reposição hormonal fosse igual aos hormônios endógenos (produzidos pelo organismo humano), mas já se sabe que eles são, apenas, parecidos”, garante o médico e nutrólogo Lair Ribeiro.


A prática existe nos Estados Unidos da América desde os anos 80 e, no Brasil, começou a ser difundida há cerca de dez anos. O assunto será apresentado para a classe médica de Brasília nos dias 22 e 23 de outubro pelo médico com mestrado em Cardiologia, escritor e palestrante internacional, Dr. Lair Ribeiro. O evento também contará com as participações da farmacêutica Leandra Sá de Lima e do Dr. Arnoldo Velloso da Costa, emérito médico brasileiro de renome internacional.

Hormônios como estradiol, progesterona, testosterona, pregnenolona, T3, T4, melatonina, DHEA, hormônio do crescimento e cortisol são exemplos a serem reequilibrados na presença de sintomas tais como cansaço excessivo, fadiga crônica, falta de energia, perda de vitalidade, perda de massa muscular, ganho de peso, alterações de memória, depressão e/ou ansiedade, insônia, perda de libido, sintomas de menopausa, estresse e dificuldade para perder peso.

O tratamento – Segundo Lair Ribeiro, o grande problema da reposição hormonal convencional é que o hormônio “parecido”, que ocupa o lugar do endógeno, prejudica o organismo e acaba, até mesmo, impedindo que o próprio hormônio desempenhe suas funções. Depois que esses hormônios “parecidos” começaram a ser usados, as mulheres começaram a enfartar mais e a ter mais câncer de mama.

O médico não acredita em coincidências. “Grandes e sérios estudos têm sido realizados sistematicamente para verificar os riscos oferecidos pela reposição hormonal convenvcional, feita com esses hormônios sintéticos comprovando que ela tem aumentado os riscos de câncer de mama e de doenças cardiovasculares, entre outras. Mas esse problema está em vias de ser solucionado, porque, paralelamente ao pânico instalado com divulgação dos resultados desses estudos, iniciou-se a produção de hormônios com estrutura molecular idêntica à daqueles produzidos pelo organismo humano, que são os bioidênticos”, alerta Lair Ribeiro.

No caso dos homens, o processo funciona de forma bem parecida, levando em consideração, é claro, que os hormônios são diferentes. Com o universo masculino, a modulação da testosterona visa melhorar não só o campo sexual, mas também o aspecto mental. “Com a chegada da andropausa, os homens também sofrem com a falta de ânimo, raciocínio lento, ganho de peso e cansaço. Por isso, é importante fazer um acompanhamento eficaz e constante, iniciado logo no início do problema. É possível envelhecer com saúde!”, garante o nutrólogo.

O que caracteriza a bioidentidade é a estrutura molecular idêntica à do hormônio produzido pelo organismo humano. No nosso organismo, não interessa onde o hormônio foi produzido, desde que ele seja idêntico ao original. Para o especialista, “esse é o ponto que a mulher precisa entender para poder argumentar com o seu médico e evitar expor-se a riscos desnecessários”.

A modulação é uma opção muito válida, deve ser feita predominantemente na forma transdérmica, de forma individualizada após criteriosa avalição médica. O importante é que o médico domine a fisiopatologia hormonal e a farmácia magistral saiba como aviar adequadamente a receita médica. Na Modulação Hormonal Bioidêntica, médico e farmacêutico magistral fazem parte de um time inseparável e quem vai se beneficiar com essa parceria é o paciente necessitado na terapia.

Ortomolecular - A sinergia hormono-nutricional é um fator condicional no processo de modulação. É sabido que os erros alimentares cometidos durante os anos e a perda de nutrientes no processo de preparo dos alimentos (cozimentos, descascos), faz com que as pessoas ingiram menos quantidade e variedade de nutrientes essenciais à boa saúde e à prevenção de doenças. Logo, a suplementação de nutrientes vitaminas, minerais e aminoácidos têm papel fundamental no equilíbrio nutricional.

Esses nutrientes, em suma, possuem propriedades antioxidantes, que participam ativamente do controle do excesso de radicais livres. Estes, quando em demasia, aceleram o processo de envelhecimento, além de prejudicarem o equilíbrio bioquímico - levando a maior exposição às doenças. Simples testes de sangue, saliva ou urina podem identificar carências nutricionais, cuja correção é facilmente executada praticando uma otimização nutricional com os nutrientes ou suplementos nutricionais.

Estas e outras formas de tratamento serão abordadas no curso “Medicina Nutricional e Modulação Hormonal Bioidêntica”. O treinamento acontece nos dias 22 e 23 de outubro das 9h às 18h (sábado) e das 9h às 16h (domingo), no auditório da Fundação Universa (SGAN 609 Módulo A – L2 Norte, Brasília). A ação é uma promoção da Farmacoténica e é destinada somente a médicos e nutricionistas.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail assessoria@farmacotecnica.com.br ou pelos telefones (61) 3346-2273 / 3346-7948, falar com Naira ou Lúcia.

Perfil: a Farmacotécnica – Instituto de Manipulações Farmacêuticas, empresa genuinamente brasiliense, oferece assistência farmacêutica há 35 anos, com o objetivo de dar opções ao médico de prescrever o medicamento sob medida e na dose certa para cada paciente. Para isso, trabalha com farmacêuticos especializados em manipulação, credenciados pela Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). A sua missão é manipular medicamentos com precisão, produzir e comercializar produtos diferenciados no mercado. Atualmente, a Farmacotécnica conta com oito farmácias equipadas com laboratórios de última geração. Sua estrutura compreende laboratórios de sólidos, semi-sólidos e de líquidos, laboratórios de controle de qualidade, e uma chácara de cultivo de ervas medicinais.

.[ Curso “Medicina Nutricional e Modulação Hormonal Bioidêntica”, com Lair Ribeiro e Leandra Sá, dias 22 e 23 de outubro, das 9h às 18h e das 9h às 14h, respectivamente,no Auditório da Fundação Universa (SGAN 609 Módulo A – L2 Norte, Brasília)|Informações: (61) 3346-2273 ou 3346-7984, falar com Naira ou Lúcia].

fonte

http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=176860

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Musculação Queima Gordura, Fortalece os Ossos e até Rejuvenesce


Difícil encontrar quem seja fanático por musculação, diferente do que acontece com corrida, natação ou ciclismo, por exemplo. O preconceito contra o treino baseado em repetições com cargas, no entanto, acaba colocando em segundo plano parte dos benefícios que ele oferece - deixar os músculos definidos e tonificados é só começo.

"Há aumento de gasto calórico durante o exercício e o ganho de massa magra acelera o metabolismo, fazendo o corpo funcionar de maneira mais eficiente", afirma a personal trainer Paula Loiola. Ela e outros especialistas mostram por que a musculação precisa entrar já para o seu programa de condicionamento físico.

  • Considere a musculação
Não adianta torcer o nariz. Embora os queridinhos de muitas mulheres sejam os exercícios aeróbicos - que de fato possuem importante papel no emagrecimento -, a musculação oferece gasto calórico ainda maior. Em atividades como esteira, jumping e step, você só gasta calorias durante a atividade. Já na musculação, o corpo continua queimando-as mesmo depois. O personal trainer Carlos Henrique conta que, para recuperar as microlesões causadas pela musculação e, consequentemente, aumentar a massa muscular, o corpo acaba gastando calorias enquanto você repousa...



1.Acelera o metabolismo

Que tal emagrecer mesmo fora da academia? A musculação torna isso possível. De acordo com o fisiologista Raul Santo, da Unifesp, o tecido muscular continua gastando energia mesmo quando estamos parados. O mesmo não acontece com o tecido adiposo. "Praticar musculação aumenta o tamanho dos músculos e diminui e quantidade de gordura do corpo. Isso faz com que o nosso organismo fique mais eficiente já nos primeiros dias de treino", explica o fisiologista.

2. Deixa o corpo mais jovem

Tanto homens quanto mulheres começam a perder massa muscular mais acentuadamente a partir dos 30 anos de idade. Esse processo pode causar falta de equilíbrio e diminuir a coordenação motora em idosos que não praticam atividades físicas. Para ficar com as funções do corpo intactas e com a aparência mais jovem, fazer aulas de musculação quatro vezes por semana é o suficiente.

"Além de barrar o processo de perda muscular, fazer musculação também combate a formação de acúmulo de gordura, processo mais comum depois dos 30 anos de idade e que deixa o corpo com aparência de mais velha", diz a personal trainer Paula Loiola.

3. Perda de gordura e ganho de músculos

Quem está começando a praticar musculação pode ganhar peso. "Há um aumento na massa muscular antes da perda de gordura, já que esse tipo de exercício aumenta a circulação e a retenção de líquido nos músculos", diz Paula Loiola. Depois de quatro semanas, já é possível notar a perda de gordura. "Essa troca, além de propiciar a perda de peso e deixar os músculos mais aparentes", afirma a personal trainer.

4. Protege os ossos

Os músculos servem como um colete para o nosso esqueleto. Quando nossa musculatura está em forma e tonificada, as chances de fratura óssea são menores. Ela também diminui as chances de osteoporose, já que, quando fazemos exercícios intensos, há absorção de cálcio pelos ossos. "Ter músculos mais preparados protege as articulações, evitando torções e lesões causadas por outros exercícios", afirma o fisiologista Raul Santo.

5. Trabalha grandes grupos musculares

A musculação trabalhar de maneira intensa grandes grupos musculares, e não apenas músculos específicos. "Exercícios como o leg press trabalham um grande número de músculos, gastando mais energia e, consequentemente, queimando mais calorias", explica Paula Loiola.

6. Coração mais forte

Quando os exercícios conseguem trabalhar vários grupos musculares, eles melhoram também o funcionamento do coração, protegendo o organismo de doenças cardiovasculares. "Exercícios intensos controlam a pressão sanguínea, combatem o colesterol, além de deixar o coração mais ativo e saudável", diz Raul Santo.

7. Aumenta a flexibilidade

Pode parecer estranho, mas os movimentos de contração muscular que acontecem na musculação aumentam a flexibilidade, diz um estudo apresentado no encontro da Associação Americana para a Medicina do Esporte. Pesquisadores compararam os efeitos do alongamento e da musculação na flexibilidade de músculos.

Durante o estudo, 25 pessoas foram divididas em dois grupos: um deles fez musculação durante cinco semanas e o outro, alongamento pelo mesmo período. Outras 12 pessoas foram usadas como grupo controle, permanecendo inativas. Os resultados mostraram que, bem orientada, a musculação aumenta a flexibilidade tanto quanto o alongamento.

8. Ajuda a fazer amigos

Ir à academia não é apenas bom para o corpo, é bom também para a mente. Como é um lugar onde a maioria das pessoas tem objetivos semelhantes, elas conseguem conversar e trocar experiências.

FONTE

MINHA VIDA 

sábado, 22 de outubro de 2011

Sementes de Chia


Chia é uma semente que pode ser encontrada nas versões em grãos, farinha e óleo. A chia tem efeito superior ao da linhaça no papel de combater a fome, desintoxicar o organismo e eliminar gordura.

Um dos alimentos mais poderosos, funcionais e nutricionais do mundo, as sementes de chia (sálvia-hispânica) são uma excelente fonte de fibra e o sonho de quem faz dieta, pois eliminam a fome por aumentarem o seu volume, evitando assim o desejo de ingerir mais alimentos.

As sementes de chia têm elevados níveis de ómega-3, o que é invulgar no mundo das plantas. Elas são 18% ALA (ácido alfa-linolénico) – a forma vegetal de ómega-3 –, que é aproximadamente a mesma da linhaça. As suas outras potencialidades incluem grandes quantidades de fibras e proteínas e uma variedade de vitaminas e sais minerais, incluindo cálcio, fósforo e ferro.

Você pode polvilhar sementes de chia em quase tudo: nos cereais, nos batidos, iogurtes – sem prejudicar o sabor. Use-as polvilhando em salgados, almôndegas ou hambúrgueres. As sementes de chia branca têm um sabor neutro e uma cor luminosa, por isso são um substituto ideal para a farinha branca em bolos caseiros. Misturar 1 ou 2 colheres de sopa de sementes num copo de água e adicionar ao caldo da sopa.

Originária do México, a chia é uma semente que foi muito consumida por civilizações antigas, principalmente por quem precisava de força e resistência física. Entre os principais componentes está o ômega 3 - em teor mais elevado do que o encontrado na linhaça. também tem fibras, cálcio, magnésio, potássio e proteína.


A vantagem das fibras presentes na casca da semente da chia é proporcionar a sensação de saciedade.

- Quando entram em contato com a água, essas fibras formam uma espécie de gelatina excelente para o intestino, pois ajuda a regulá-lo e potencializa a absorção de nutrientes.

Essa gelatina formada pela chia, quando umedecida, retarda a nossa vontade de comer também por ocupar espaço no nosso aparelho digestivo. É como se demorássemos mais tempo para ficar de “estômago vazio”.

Mas não apenas quem quer fazer as pazes com a balança deve incluir chia no seu cardápio. Essa sementinha é a principal fonte alimentar de ácidos do tipo ômega-3, importantíssimos para regular os níveis de colesterol ruim e triglicérides no sangue.

Ajuda a perder peso porque... Segundo a nutricionista Flávia Cyfer, a chia age em três frentes distintas que auxiliam no emagrecimento:

· Causa saciedade: "suas sementes são mucilaginosas, ou seja, ricas em fibras. ao entrarem em contato com a água, formam um gel no estômago. diante dessa reação, a digestão torna-se mais lenta. Assim, o indivíduo fica satisfeito mais rapidamente e, então, passa a consumir porções menores".

· Combate inflamação: "a gordura é resultado de um processo inflamatório do organismo, que deixa de enviar mensagens de saciedade ao cérebro. Com isso, perde-se o controle sobre a fome a ponto de comer e nunca se sentir satisfeita. O ômega 3 presente no grão combate essa inflamação, ajudando o corpo a recuperar o controle sobre o apetite".

· Desintoxica: "a fibra regula o trânsito intestinal e limpa o organismo por meio das fezes".
  • Outros benefícios
Além de ajudar o corpo a entrar em forma, a chia colabora na redução do colesterol, controla a glicemia, ajuda na formação óssea, previne o envelhecimento precoce e melhora a imunidade do organismo.
  • Contraindicações
Qualquer pessoa pode ingerir a semente. Porém, devido ao alto teor calórico, o excesso pode levar ao ganho de peso. Logo, para emagrecer, coma apenas a quantidade indicada na matéria.

  • Como consumir?
Pode ser encontrada de três formas - in natura (grãos), óleo e farinha. Mas independentemente do jeito que você prefere consumi-la, a chia deve ser ingerida 30 minutos antes de duas das suas principais refeições diárias (café da manhã, almoço ou jantar).

GRÃO

Como ingerir: pode ser consumido puro ou misturado a frutas de sua preferência. O ideal é comer uma colher (sopa) da semente 30 minutos antes das refeições.

ÓLEO

Use o óleo como tempero. Acrescente uma colher (sopa) do alimento em saladas, independentemente da quantidade de folhas. Contudo, a nutricionista Flávia Cyfer faz uma importante ressalva neste caso: a versão líquida de chia não conta com os benefícios das fibras, encontradas exclusivamente na farinha e na versão em grãos. Os demais componentes, como o ômega 3, permanecem inalterados.

FARINHA

Como ingerir: adicione uma colher (sopa) no preparo de iogurtes, vitaminas e saladas.

O poderoso grão possui...

· 2 vezes mais potássio do que a banana

· 3 vezes mais ferro do que o espinafre

· 6 vezes mais cálcio do que o leite integral

· 8 vezes mais ômega 3 do que o salmão

· 12 vezes o próprio peso: é o que ela absorve de água

· 15 vezes mais magnésio do que o brócolis


"Chia fresca" ou Iskiate

Bebida popular no México, a "Chia fresca" ou também chamada Iskiate é feita apartir de sementes de Chia( Salvia hispanica). Receita: um copo de água, duas colheres de sementes de chia. Deixar 15 minutos de molho, acrecentar suco de limão, adoçar com mel, adoçante ou outro de sua preferencia.

Os brilhantes astecas utilizaram essas sementes poderosas para obter sustento em caçadas longas e árduas, expedições comerciais e em batalhas. Os corredores podiam levar mensagens em todo o seu imenso reino, confiando apenas nas sementes como sua única fonte de alimento.

A nação asteca, incrivelmente avançada, cultivava a Salvia hispanica L., que eles chamavam de chia, como um de seus pilares nutricionais. Eles se referiam a ela como "comida de corrida", pois esta oferecia a eles energia e força extraordinários. A chia foi para os astecas o que o ginseng é para o oriente - o segredo nutricional para restaurar o vigor. Oferece nutrientes essenciais, inclusive ácidos graxos essenciais (ômega 3) e fibras dietéticas solúveis e insolúveis em abundância. Além disso, é uma fonte excepcionalmente boa de vitaminais, minerais e proteína vegetal de qualidade inigualável.

É ótima para todos

•Profissionais ativos
Como ser multitarefa tornou-se um estilo de vida na sociedade ocidental, poucos adultos têm tempo para refeições adequadas durante o dia. Muitos apelam para os restaurantes fast food para refeições 'para viagem' como hábito de conveniência. Como a Chia possui uma densidade nutricional ideal, formulações convenientes e pode ser integrada a qualquer alimento, é a perfeita estratégia para obter uma dieta nutritiva. Com Chia, mesmo dietas empobrecidas podem ser melhoradas.

•Indivíduos de meia-idade e idosos
Os altos níveis de antioxidantes, proteínas, aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais, magnésio, cálcio, fósforo, ferro, potássio e fibras dietéticas da Chia contribuem para uma saúde melhor e para o bem-estar.

•Crianças e adolescentes
As principais pesquisas nutricionais na América mostram diversas deficiências de nutrientes essenciais na dieta dos adolescentes. O sabor neutro da Chia se mistura a qualquer alimento, tornando-se o sistema perfeito para fornecimento de nutrientes valiosos que muitas crianças não ingerem.

•Atletas
Com ferro, aminoácidos essenciais, cálcio, fósforo, eletrólitos e poli-insaturados Ômega 3 em abundância, a Chia é adequada para auxiliar na resistência esportiva, no desempenho atlético e na recuperação física.

•População acima do peso
Em uma era de dietas da moda e da conveniência do fast food oferece um sistema de fornecimento natural e conveniente de muitos nutrientes essenciais. A Chia é fonte alimentar integral natural de fibras, com sementes que absorvem até 12 vezes seu peso em água. Como as sementes de Chia se expandem no estômago, elas ajudam a suprimir a fome por períodos maiores.

•Mulheres
A Chia é o suplemento perfeito para a dieta feminina, pois contém cálcio, fósforo, ferro, poli-insaturados ômega-3, ácido fólico, magnésio e antioxidantes - todos os nutrientes essenciais que uma mulher precisa em um sistema de fornecimento de alimentação integral conveniente.

•Pessoas com problemas digestivos
Pela sua concentração extremamente elevada de fibras dietéticas, a Chia ajuda na saúde do cólon e em problemas digestivos, além de facilitar o processo digestivo.

FONTE

MDEMULHER

Arroz engorda?


Consumido em excesso, sim. Mas, em porções moderadas, pode até ajudar a emagrecer. Sem falar que vai bem com quase tudo e, junto com o feijão, forma o par mais perfeito da dieta. Conheça os vários tipos do cereal e vá reservando espaço no prato...

A acusação injusta de que o arroz engorda tem induzido muita gente a cortar o grão da dieta. Coincidência ou não, as estatísticas revelam que, nos últimos dez anos, o brasileiro reduziu em 40% o consumo do cereal. Uma pena: nenhum outro alimento combina tão bem com o feijão – o casamento é erfeito porque os aminoácidos de um se unem aos do outro, formando uma proteína completa e ajudando a reparar os músculos. Fonte de carboidrato, o arroz ainda fornece energia, outro combustível importante para o processo de recuperação da musculatura. O segredo para você obter apenas os benefícios desse alimento é fácil de adivinhar: maneirar na porção.

Uma pesquisa da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, mostrou que quem tira o arroz da refeição perde um forte aliado da dieta: na versão integral, ele reduz em 27% o risco do aparecimento da gordura abdominal, a mais perigosa para o coração e difícil de ser eliminada. Esse poder, segundo os especialistas, vem dos antioxidantes e das fibras presentes no cereal. As calorias são quase as mesmas nos diferentes tipos: cerca de 165 em uma colher de servir. Não é pouco, mas ainda assim  ajuda a economizar no total da refeição. Por que isso acontece? “Quando colocamos arroz no prato, a tendência é deixarmos de lado outros carboidratos, como macarrão e batata”, diz a nutricionista Solange Brazaca, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP.


A ideia não é que você coma arroz todo santo dia. Mas mostrar que, se quiser, pode ir em frente – afinal, são mais de 1500 espécies no mundo! A lista disponível por aqui é menor, mas não tanto que dê para cansar o paladar. É só fazer um rodízio entre eles. “Cada tipo de arroz tem um sabor específico e pede acompanhamentos diferentes, deixando o prato colorido e criativo”, orienta o chef de cozinha Andrew S. Bushee, educador do Culinary Institute of Brazil, em Piracicaba (SP). A concentração de nutrientes também varia. Mais um motivo para você comer um tipo a cada dia.

As mais antigas referências ao arroz são encontradas na literatura chinesa, há cerca de 5.000 anos. Seu uso também é muito antigo na Índia, sendo citado em escrituras hindus. De lá a cultura provavelmente estendeu-se à China e à Pérsia. No Japão, foi introduzida pelos chineses cerca de 100 anos a.C. Para fazer sushi, é preciso usar o arroz do tipo japonês, arredondado.

Ainda segundo o site, o arroz foi levado pelos sarracenos à Espanha; os espanhóis, por sua vez, apresentaram-no à Itália. Provavelmente, também foram eles os responsáveis pela sua disseminação nas Américas. Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar o cereal no continente americano. Chamado "milho d´água" (abati-uaupé), era colhido pelos tupis nos alagados próximos ao litoral, muito antes de eles conhecerem os portugueses colonizadores.

Seguiram-se as primeiras lavouras e o posterior estabelecimento da orizicultura no Brasil, onde o arroz do tipo agulhinha, mais comprido, é item constante em nosso cotidiano alimentar, tanto pela versatilidade quanto pelo preço acessível. Mas nem só do básico vive nosso arroz de cada dia. Hoje já é possível encontrar mais facilmente nos supermercados vários tipos desse cereal, cada um adequado a determinado prato ou técnicas de preparo, ou típicos de regiões específicas do Brasil e do mundo.

O arroz que se encontra à venda pode ser classificado segundo o tamanho do grão (longo, extralongo, agulha) e segundo o tipo de tratamento a que é submetido, desde o integral ao pré-cozido e ao refinado.
  • BRANCO
É o mais consumido em todo o mundo, provavelmente por ser o mais barato e prático de preparar – conhecido como arroz fast food, fica pronto em menos de 15 minutos. Oferece aminoácidos e amido
(carboidrato), mas é pobre em vitaminas e minerais – nutrientes perdidos no processo de refinamento e polimento. Se for impossível trocar de vez pelo integral, procure sempre combiná-lo com feijão ou verduras – as fibras desses alimentos ajudam a reduzir o índice glicêmico do arroz polido e reduzem o risco de ele engordar.

Segredos de preparo: use uma panela antiaderente e aqueça bem. Refogue a cebola com pouco óleo e acrescente o arroz lavado e escorrido. Refogue até secar sem parar de mexer e só então acrescente a água fria ou quente (2 xícaras para uma de arroz) com sal a gosto. Deixe cozinhar em fogo brando. Combina com quase tudo, com exceção de massas.
  • VERMELHO
Um dos tipos de arroz mais comentados atualmente é o vermelho, tanto por seu aspecto mais "exótico" quando por suas propriedades nutricionais. Também bastante antigo na China, foi trazido ao Brasil pelos portugueses, na então Capitania de Ilhéus, atualmente Estado da Bahia.

Segundo informações do site do movimento Slow Food Brasil, o grão teve grande aceitação no Maranhão. Mas em 1772, por determinação da Coroa de Portugal, que tinha interesse apenas no arroz branco para suprir a metrópole, os agricultores foram proibidos de plantar arroz vermelho em solo maranhense. Com isso, a produção migrou para a região semiárida, onde ainda é encontrado, principalmente na Paraíba.

Lá o arroz vermelho constitui um dos principais ingredientes da culinária regional. Na produção destaca-se o Vale do Piancó, bacia hidrográfica cujo isolamento geográfico e a inexistência de tecnologias para esse cereal não permitiram até hoje a introdução de outro arroz. Ingrediente tradicional da culinária da Paraíba, possui em sua composição uma substância chamada monocolina, que pode auxiliar na redução do nível de colesterol ruim.
  • POLIDO (agulhinha)
No beneficiamento sua casca é retirada o que o torna menos nutritivo. Nesse sentido, o melhor é o arroz integral, no qual é mantida a camada externa. Isso aumenta seu teor de fibras e preserva nutrientes.
  • PARBOILIZADO
A palavra "parboilizado" tem origem no inglês "parboiled" (união das palavras "partial" e "boiled" - em português, "parcialmente fervido"). E mais nutritivo que o branco, oferece uma porção maior de proteína, vitaminas e minerais, especialmente cálcio. Isso porque o grão é pré-cozido ainda com a casca, o que provoca a migração desses nutrientes para o interior dele. Outra vantagem em relação ao branco: é mais firminho, o que revela a presença de amido resistente, oferecendo menor risco à dieta. E ainda fica mais soltinho depois de ronto.

Segredos de preparo: os mesmos do arroz branco. Vai bem na sopa e com quase todo tipo de acompanhamento.

  • INTEGRAL
Mantém preservada a película que envolve o grão. Por isso, o arroz integral é rico em vitaminas B1, B6 e B5 – importantes para o sistema nervoso e a saúde dos músculos, das células e do coração. Essas vitaminas também fazem parte do metabolismo do açúcar, da proteína e da gordura. O integral ainda oferece antioxidantes (selênio, vitamina E) e mais fibras do que qualquer outro tipo – esses nutrientes promovem saciedade e melhoram o funcionamento do intestino.

Percebeu a importância desse arroz para a dieta? Entre os integrais, os mais conhecidos são o cateto (arredondado), o agulhinha (alongado) e o vermelho. Além de ser o mais macio dos integrais, este último tem ferro, zinco e um componente (monocolina) que ajuda a reduzir o coletesterol ruim.

Segredos de preparo: evite lavar – assim, ele fica mais soltinho e saboroso – e toste sem óleo antes de acrescentar a água fria ou quente (3 xícaras para uma de arroz) com sal a gosto. Na panela normal leva cerca de 40 minutos para ficar pronto.
  • SELVAGEM
Marrom-escuro por fora e claro e macio por dentro, o grão é classificado e consumido como arroz, mas, na verdade, é uma gramínia originalmente cultivada pelos índios americanos. As propriedades nutricionais são próximas as do integral, com a diferença de ter menos carboidrato. Coloque no prato sem medo de engordar! O sabor é marcante, ficando mais suave se misturado ao arroz branco ou integral.

Segredos de preparo: coloque direto na água fria (2 xícaras para uma de arroz) com sal. Depois de ferver, cozinhe em fogo brando por 40 minutos sem tampar a panela. Pode ser servido quente ou frio, na forma de salada
  • PRETO
A cor e o sabor acastanhados desse arroz, ainda novidade no mercado brasileiro, dão ao grão um perfil gourmet. Mas vale colocá-lo no prato com frequência, pois contém uma quantidade surpreendente de compostos fenólicos – antioxidantes potentes contra o envelhecimento. Assim como o integral, oferece vitaminas do complexo B e uma boa dose de fibras e de proteína. Ou seja, tem tudo para fazer sucesso no prato de quem está em busca da boa forma.

Segredos de preparo: refogue demoradamente o arroz (sem lavar) com a cebola antes de pôr a água ( 2 1/2 xícaras para uma de arroz) quente com sal. Deixe cozinhar em fogo brando por cerca de 50 minutos. Combina com frutos do mar, peixe e frango. Experimente misturá-lo com arroz branco (preparados separadamente) para deixar o prato mais colorido.

O arroz negro é uma variedade do grão de textura macia, cor escura e alto valor nutricional (especialmente ferro, que o torna um bom aliado no combate à anemia). Ainda não é muito popular no Brasil, embora milenar na China. Pela cor diferenciada, chama atenção no prato e pode dar outra vida à apresentação final.
  • ARBÓREO
De origem italiana, é um grão curto, gordinho e branco. O nome soa ecológico, mas seu perfil nutricional é semelhante ao do arroz branco polido, ou seja, tem mais carboidrato do que proteína. Fibras, vitaminas e minerais também passam longe. Mas é perfeito para o preparo de risoto, pois absorve bem os temperos e, depois de cozido, fica durinho por fora e cremoso por dentro. Para baixar o índice glicêmico do grão, junte uma proteína magra (frango, peixe) e uma fonte de fibras (rúcula, abobrinha) à receita e, claro, dispense a manteiga.

Segredos de preparo: não pode ser lavado e deve ser mexido durante o preparo para soltar o amido, deixando o risoto cremoso. Acrescente a água (ou caldo de legumes, peixe ou carne) quente aos poucos, em quantidade suficiente para o grão ficar al dente.

Para fazer risoto, por exemplo, o ideal é usar o arroz italiano do tipo arbóreo, ou carnaroli. São grãos diferentes porque soltam mais amido durante o cozimento, o que dá a cremosidade típica dos risotos. Para preservar esse amido, nunca devem ser lavados antes do preparo.
  • BASMATI
Arroz aromático de grão longo, geralmente usado em pratos indianos. É considerado o arroz de maior qualidade. Variedade indiana, tem grão longo, que fica macio e soltinho depois de cozido, com aroma de nozes e sabor delicado. É perfeito para o preparo de paella, receita típica espanhola, e pratos apimentados, como os indianos. Nas refeições do dia a dia, pode substituir tranquilamente o arroz branco. Prefira a versão integral – para garantir uma dose maior de proteína e fibras – do que o basmati polido.

Segredos de preparo: no caso do basmati polido, siga o processo do branco. Na versão integral, evite lavar e toste antes de acrescentar a água (2 xícaras para uma de arroz) quente ou fria com sal. Demora cerca de 40 minutos para ficar pronto
  • MOTI
É o famoso arroz japonês. Assim como o branco polido, tem mais carboidrato do que proteína e quase nada de fibras, resultando em um grão que dispara os níveis de açúcar no sangue, o que engorda. Mas esse “defeito” é amenizado quando ele vem acompanhado de peixe e alga – ingredientes do sushi e do temaki. Mesmo assim é bom não exagerar na quantidade. Depois de cozido, o moti também rende uma boa massa para o preparo de bolinho – mas evite, pois é frito.

Segredos de preparo: lave bem, mergulhe na água (2 xícaras para uma de arroz) com sal e deixe ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por 15 minutos. Deixe descansar por mais 10 minutos ainda com a panela tampada e pronto.
  • Gomoso
Pegajoso depois de cozido, este arroz é muito usado no Extremo Oriente. Quase redondo, tem um sabor levemente adocicado.
  • Jasmim
Arroz aromático, semelhante ao basmati, mas com textura mais gomosa. Muito usado na cozinha chinesa.
  • Trinca
Arroz de grão redondo, ideal para usar em pudins e doces. Os grãos têm amido e aglomeram-se enquanto cozem.


FONTE

GUIA DO SABOR
REVISTA BOA FORMA

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia Mundial de Lavar as Mãos tem campanha do ministério da saúde


Quando li sobre a campanha me lembrei da música "Lava as Mãos", do Arnaldo Antunes, que diz: "Uma Lava outra, lava uma Lava outra, lava uma mão Lava outra mão, lava uma mão Lava outra mão Lava uma..."


Lavar As Mãos
Arnaldo Antunes

Uma
Lava outra, lava uma
Lava outra, lava uma mão
Lava outra mão, lava uma mão
Lava outra mão
Lava uma

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira
Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira
Lava uma (mão), lava outra (mão)
Lava uma, lava outra (mão)
Lava uma

A doença vai embora junto com a sujeira
Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira
Água uma, água outra
Água uma (mão), água outra
Água uma

A segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira
Na beira da pia, tanque, bica, bacia, banheira
Lava uma mão, mão, mão, mão
Água uma mão, lava outra mão
Lava uma mão
Lava outra, lava uma

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a maioria das infecções pode ser prevenida por meio de uma única medida, lavar as mãos sempre e de forma correta.

Neste sábado (15) é comemorado o Dia Mundial de Lavar as Mãos e na última sexta-feira (14) o Ministério da Saúde lançou a campanha Saúde a Gente Também Aprende na Escola. Lave as Mãos com Água e Sabão.

O objetivo da pasta, que conta com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), é conscientizar a população sobre os benefícios de higiene adequada das mãos, afastando doenças transmitidas por bactérias, vírus e fungos.

A estudante de Sonora que cursa odontologia na Capital, Rafaelly Donato afirma: “É fundamental que qualquer profissional da área da saúde, tenha o habito de lavar as mãos, por conta do auto risco de contaminação”.

O hábito de lavar as mãos deve começar a ser ensinado em casa. Na escola, entretanto, é preciso que haja um reforço sobre a importância de uma boa higiene.

A empresária Edna Mariano, também de Sonora, relata que sua filha Julia Fernanda de quatro anos, "só lava as mãos quando vê sujeira, se não só mandando e quando brinca com gato, cachorro, acha que não precisa lavar, tem que ser sempre lembrando, até virar um habito”.

Veja abaixo as principais orientações do Ministério da Saúde para lavar as mãos de forma correta:

- Molhe as mãos com água e aplique o sabonete;
- Ensaboe as mãos, esfregando uma na outra;
- Esfregue a palma de uma das mãos nas costas da outra, entrelaçando os dedos, e vice-versa;
- Entrelace as mãos e esfregue bem os espaços entre os dedos;
- Enxague bem as mãos com água;
- Seque as mãos com papel toalha e o utilize para fechar a torneira.

A OMS recomenda que o procedimento dure entre 40 e 60 segundos. A torneira deve ficar fechada enquanto as mãos estão sendo ensaboadas.



FONTE

CORREIO DO ESTADO

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Jabuticaba


O nome científico é Myrcia cauliflora Berg, o fruto é arredondado, de coloração roxo-escura ou negra, com polpa esbranquiçada, adocicada. A árvore pertence à família Myrtaceae, é originária do Brasil, mais precisamente da Mata Atlântica.

A jabuticaba é velha conhecida dos brasileiros. As jabuticabeiras fazem parte da nossa flora há mais de 400 anos. Vem das tribos indígenas o costume de usar o fruto para combater a diarréia e hemorragias. Usada para fazer gargarejos, a casca seria também um santo remédio para infecções da boca e da garganta.

Das tribos indígenas, ela foi parar na mesa dos brancos que chegaram para colonizar o Brasil, e também dos negros, que vinham para servir aos senhores de escravos. Mas todos renderam-se ao fruto das jabuticabeiras, que floresciam em praticamente todos os quintais.

Grande parte do sucesso deve-se ao sabor. Mas a jabuticaba, de fato, possui propriedades nutritivas bastante elevadas. É rica em minerais, como cálcio, ferro, fósforo, potássio, sódio e magnésio, importantes para manter a rigidez da estrutura óssea e dos dentes.

A fruta também é boa fonte de vitaminas do complexo B, que ajudam a combater problemas de pele, o reumatismo, e são essenciais ao crescimento e ainda evitam a queda dos cabelos. Para fechar, essa pequena fruta possui ainda uma boa dose de vitamina C, que dá resistência aos tecidos e age contra infecções. Para quem controla as calorias, vale ressaltar que cem gramas de jabuticaba fornece 43 calorias.

A época de safra da jabuticaba vai de agosto a novembro e ela pode ser consumida ao natural ou usada em diversos pratos. Mas é preciso tomar alguns cuidados na hora da compra. Quando for escolher, prefira as que estiverem viçosas, firmes, brilhantes e sem rachaduras ou picadas de insetos.

Todo cuidado é pouco. É que a jabuticaba é uma fruta muito sensível. A fermentação começa imediatamente após a colheita. O ideal é lavá-las bem em água corrente somente na hora de consumir. Mesmo na geladeira, ela resiste no máximo três dias.

Árvore de reconhecida longevidade, a jabuticabeira demora para dar os primeiros frutos. Mas a partir daí a produção é garantida e cada vez maior. E quanto mais velha, melhor e mais produtiva. São milhares de flores e frutos que nascem, crescem e se espalham pelos galhos.

A variedade também é grande. Há entre 12 e 15 tipos diferentes. A mais famosa e a mais comum é a sabará, que possui também o fruto mais doce. Outra bastante conhecida é a paulista, árvore de grande porte, que dá frutos roxos. Já os frutos da rajada são de cor esverdeada. A jabuticaba branca é um dos tipos mais antigos e é muito utilizada na medicina popular para curar asma e até tuberculose.

CURIOSIDADES

A jabuticaba é uma fruta muito riquíssima em vitaminas do complexo B e ferro, além de ter também vitamina C, cálcio, fósforo, magnésio, enxofre, sódio, potássio, cobre, manganês, zinco, boro alumínio e sais minerais.

A jabuticaba possui niacina, um elemento de grande importância para o sistema nervoso.

Seu poder contra a diarreia é enorme, mas é preciso tomar cuidado, recomenda- se que a cada jabuticaba se coma uma com a casca, para se evitar prisão de ventre.

O uso da jabuticaba aumenta a defesa de nosso organismo, pois atua como antidepressivo ( devido aos seus altos teores de vitaminas do complexo B) e reanima qualquer pessoa, já que fornece energia.

O consumo regular da jabuticaba pode diminuir as chances de desenvolvimento de tumores e problemas cardíacos. Na sua polpa se encontram elementos que facilitam a digestão e auxilia a eliminar toxinas.

A jabuticaba é um fruta que pode ser encontrada de norte a Sul, o cultivo industrial é um tanto raro, já que é caro e a conservação da fruta depois de colhida.
FONTE

MAIS DE 50

Nêspera


No Brasil, a nêspera é chamada popularmente de ameixa amarela. A nespereira (Eriobotrya japonica Lindl), pertencente à família rosaceae, a mesma do pêssego, ameixa vermelha e nectarina, e subfamília Prunoideae. Ela é originária do sudoeste da China, porém, só se tornou conhecida mundialmente quando foi introduzida por imigrantes chineses no Japão, país em que teve uma grande aceitação ao ponto deste ser considerado o maior produtor de nêspera in natura, seguido por Israel e Brasil.

É uma árvore pequena, mas pode crescer até cinco metros de altura. A nespeira é uma planta frutífera diferente das demais, suas flores aparecem no outono e início do inverno e seus frutos amadurecem no final do inverno e início da primavera. As flores são brancas e as frutas da nespereira são ovais, com 3 a 5 cm, com uma casca aveludada e macia de cor amarelo alaranjada, às vezes rosada. A polpa é suculenta e varia de doce a ácida, dependendo da variedade e maturação da fruta. Popularmente, aqui no Brasil, a nêspera é chamada de ameixa-amarela, ameixa silvestre ou ameixa-japonesa.

Seu consumo pode ser in natura, combinada a outras frutas ou por meio de preparações como sucos, cremes, tortas, sorvetes, geléias, compotas, licor e vinho. Algumas variedades são utilizadas como expectorante, para alívio de infecções da garganta, como diurético e ação antidiarreica.


A nêspera possui uma elevada quantidade de vitamina C, além de vitamina A, que proporcionam resistência ao organismo, ajudam no fortalecimento da visão e são ótimos antioxidantes. Também contém vitaminas do complexo B (B1, B2 e B5). A vitamina B1 (tiamina) é indispensável à saúde do sistema nervoso, como fator de crescimento normal e auxilia no equilíbrio do metabolismo. A vitamina B2 é uma vitamina que resiste à elevações de temperatura e, portanto mantém-se conservada naqueles derivados da nêspera que passam pela cocção. A vitamina B3 (niacina) é essencial para o metabolismo de muitas substâncias do organismo, dentre elas os carboidratos, principais responsáveis por fornecer energia ao organismo.

A nêspera possui boas quantidades de sais minerais, como magnésio, cálcio e fósforo. O magnésio existe em boa quantidade nas sementes, nos frutos secos e nas leguminosas. Ele é importante na formação de dentes e ossos, ajuda na transmissão de impulsos nervosos, intervém no relaxamento muscular e na produção de energia celular. O cálcio é um micronutriente essencial para a formação e manutenção de tecidos, ossos e dentes. O fósforo atua de forma significativa na reprodução e lactação, além de ser ótimo para problemas de memória. Em conjunto com o cálcio,atua na formação de ossos e dentes, sendo essa ação conjunta muito importante também nas contrações musculares.

É uma fruta muito rica em fibras, com destaque para a pectina, o que lhe confere grande importância na culinária, pois sua adição é utilizada para conferir ao produto uniformidade e firmeza, como por exemplo, sucos, geleias ou polpas de frutas, e também para ajustar o seu teor à um nível adequado para a geleificação. As fibras também têm um papel muito importante no funcionamento do intestino, ajudam no controle e prevenção do diabetes, das dislipidemias e dos cânceres intestinais. Além disso, dietas o consumo equilibrado de fibras ajuda na manutenção de peso e mesmo no emagrecimento.

FONTE

NUTRIÇÃO EM FOCO