domingo, 14 de agosto de 2016

“Cúrcuma” Açafrão da Índia ou “Turmeric”




Na culinária indiana, o tempero vem se revelando uma excelente arma para proteger o cérebro

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, resolveram checar se as já conhecidas propriedades da curcumina, um dos ingredientes do curry, seriam capazes de defender o sistema nervoso dos males causados pelo Parkinson. Eles observaram que a substância age diretamente sobre uma proteína que, quando está alterada, favorece a morte dos neurônios. Ao entrar em ação, ela diminuiu de 50% para 19% a proporção de células danificadas. “Esse pigmento é antioxidante e anti-inflamatório”, confirma o nutricionista Erick Prado de Oliveira, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo. “Então, poderia prevenir doenças neurodegenerativas”, conclui.

Outros poderes do curry
Diversos trabalhos atribuem ao pó dourado a capacidade de defender as células do corpo. Nos últimos anos, descobriu-se que ele...
  • Reduz mutações celulares que provocam câncer
  • Evita inflamações no intestino
  • É inimigo das doenças que atacam a gengiva
  • Afasta a artrite

Você encontra em qualquer mercado o açafrão da terra moído, (que deve ser usado no lugar do sal) juntar a pimenta do reino moída(uso a preta) ficará muito mais gostoso sem o inconveniente sal.

Para todas as enfermidades, o ideal é o uso de muita água e sucos naturais, a dor de cabeça e pressão alta, na maioria das vezes é um indicativo que o sangue está espesso e precisa ser diluído e a água é a principal matéria prima, muitos idosos ou quase todos morrem por desidratação, segundo matéria médica em um jornal, ingerindo pouca agua, podem causar bloqueamento do sangue, nas áreas periféricas do corpo, chegando até a infartos.

O Açafrão da Índia ou “Turmeric” ou “Cúrcuma” (Curcuma longa Linn.) é uma planta da família do gengibre (Zingiberaceae) sendo a raiz a parte mais utilizada na culinária e na medicina.

No Brasil, principalmente em Minas Gerais e Goiás, é conhecida como Açafrão da Terra, Açafroa ou Gengibre Amarelo.

De acordo com o Eng. Agrônomo Ademar Menezes Junior não podemos confundir o Açafrão da Índia com o “Açafrão Verdadeiro” utilizado nas “paellas” espanholas, que é dispendioso e corresponde aos estigmas dessecados da bela flor amarela ou vermelha da planta Crocus sativus.

É no rizoma da Curcuma longa que está o componente mais ativo da planta, a curcumina presente em 2 a 5% deste delicioso tempero.

A curcumina, isolada pela primeira vez por Vogel em 1842, é um pó insolúvel na água e no éter, mas solúvel no etanol e no DMSO. A sua estrutura foi descrita por Lampe e Milobedeska em 1910 e quimicamente é um diferoilmetano com a fórmula : C21H20O6 e peso molecular:368,4 .

A curcumina comercial encontrada nos mercados a preços bem acessíveis, contém três cucurminoides que lhe confere a cor amarelo alaranjada: curcumina (77%), demetoxicurcumina (17%) e bisdemetoxicurcumina (3%).

Ela é muito consumida na Índia, cerca de 100 mg/dia por habitante, como tempero. Estudos recentes mostram que podemos ingerir até 8 g/dia sem efeitos colaterais, entretanto a biodisponibilidade celular da curcumina é muito baixa , devido à rápida glucoronidação hepática e intestinal. O folclore nos ensinou que a adição de pimenta do reino (Piper nigra) aumenta em 2000% a biodisponibilidade do princípio ativo. Na Índia o povo adora açafrão e pimenta .

Nos Estados Unidos são muito comuns o câncer de mama, de colon, de próstata e de pulmão, o que não acontece na Índia, onde é alta a ingestão de cúrcuma.

Observou-se aumento da incidência de câncer de colon em imigrantes da Índia vivendo nos Estados Unidos, o que mostra o valor da dieta como fator quimiopreventivo (in Aggarwal-2003).

A medicina complementar baseada em evidências científicas e na observação cuidadosa pode e deve ser utilizada conjuntamente com a medicina convencional ou quando não se obtém desta os resultados esperados. O médico não pode simplesmente dizer que não há mais nada a fazer, sem antes tentar de um modo firme, sensato e rigoroso todas as armas da medicina complementar (Felippe -2006-2007). Um dos exemplos é o uso da Cúrcuma.

A cúrcuma tem sido utilizada na medicina Ayuverdica, medicina tradicional da Índia, por mais de 6000 anos nas seguintes situações: desordens biliares, anorexia, tosse, feridas em diabéticos, males hepáticos, reumatismo, sinusite, etc. .

Encontramos de 1966 a 2007, 1492 referências no Medline sobre a atividade biológica da curcumina. Recentemente a literatura médica mostrou que a Cúrcuma possui os seguintes efeitos:
  • Anticâncer
Aumenta o efeito da quimioterapia nas situações de resistência a múltiplas drogas
Antiaterosclerótico
Antinflamatório
Reduz o colesterol
Diminui a oxidação da LDL
Inibe a agregação das plaquetas
Diminui o tamanho da trombose no infarto do miocárdio
Diabetes tipo II: hipoglicemiante, diminui os níveis de hemoglobina glicosilada e diminui a microalbuminúria
Esclerose Múltipla: diminui as crises de exacerbação
Alzheimer: retarda o processo degenerativo
Fibrose cística: corrige alguns defeitos
Doenças inflamatórias dos olhos: uveíte anterior crônica, pseudotumor orbital idiopático
Diminui as dores na artrite reumatoide
Efeito nas doenças de pele: psoríase e dermatites
Efeito na esclerodermia
Estimula regeneração muscular
Melhora a regeneração das feridas
Cicatriza escaras
Protege o fígado e rins de lesões tóxicas
Aumenta a secreção biliar
Diminui a formação de cálculo biliar
Efeito nas doenças inflamatórias de intestino
Protege contra a formação de catarata
Protege o pulmão da fibrose
Inibe a replicação do HIV
Inibe a reprodução das leishmanias
Nas palavras de Bharat Aggarwal e Shishir Shishodia: “Vamos fazer uma viagem para nossas “RAIZES” antigas para explorar as “RAIZES” da Curcuma longa”

Efeitos da Curcumina no Câncer

A curcumina possui uma série de efeitos na prevenção e no tratamento do câncer. É o fitoquímico que inibe o maior número de vias de sinalização, transdução e transcrição que conhecemos e por esse motivo possui potente efeito no câncer como antiproliferativo, apoptótico , antiangiogênico e antimetastático.



Benefícios do açafrão-da-terra (Curcuma Longa) para a saúde 

O açafrão-da-terra (também conhecido como “falso açafrão”) ou cúrcuma é uma especiaria indiana derivada dos rizomas da planta Curcuma Longa muito utilizada na alimentação e pela medicina Ayurvédica, principalmente nos países asiáticos. São conhecidos aproximadamente mais de 235 compostos da cúrcuma, entre eles os terpenos, diarilpentanóides, fenilpropenos, compostos fenólicos, esteróis e alcalóides. O seu principal componente é a curcumina, responsável pela sua coloração amarelada e por suas funções antiinflamatória, antioxidante e antimicrobiana. Em 100g de cúrcuma são encontradas quantidades quase que ideais de vitamina C, ferro, niacina, potássio e fósforo.

Estudos em animais demonstraram que ela é rapidamente metabolizada, conjugada no fígado e excretada pelas fezes. A sua biodisponibilidade em humanos ainda não é conhecida. Por conta desse rápido clearance os pesquisadores normalmente a associam com outros ativos que melhorem sua biodisponibilidade como a piperina, presente na pimenta do reino. É comum no envelhecimento e em doenças crônicas por conta da sobrecarga mitocondrial um aumento na produção de radicais livres e do estresse oxidativo, além da pobre defesa antioxidante natural.

A curcumina modula a resposta inflamatória via COX-2, lipoxigenase e óxido nítrico sintaze indutível. Além de inibir a produção de citocinas inflamatórias como a TNF-alfa, NFkappa-beta ILs (1,2,3,6,8) e MCP. Por conta disso ela pode proteger contra o câncer, artrite, condições oculares, gastrointestinais, pancreatite, doenças cardiovasculares, dislipidemias, entre outras.

A cúrcuma age exatamente na diminuição desses radicais livres e na melhora da síntese dos antioxidantes naturais (GSH, SOD e GPX). Além de diminuir componentes hepáticos inflamatórios e biomarcadores de dano oxidativo. Segundo estudos possui propriedades anti tumorais e previne o câncer. Algumas evidências indicam que ela possa inibir a atividade de algumas drogas quimioterápicas e/ou interferir em sua absorção e, por isso nesses casos deve haver indicação médica.

A promoção de um tumor está intimamente ligada a um estado pró-inflamatório e a curcumina diminui esse componente. Sua ação em estudos clínicos abrange a inibição da carcinogênese coloretal, pâncreas, gástrica, próstata, hepática, mama, orais e leucemia. Ela sequestra os radicais livres e impede a peroxidação lipídica protegendo contra doenças cardiovasculares como a aterosclerose e danos oxidativos ao DNA.

Ela vem sendo utilizada contra condições gastrointestinais como a dispepsia, infecção por H pilory, doença de Crohn, síndrome do intestino irritável e colite ulcerativa. Estudos mostraram que ela ajuda na melhora dos sintomas como dor abdominal, inchaço, alterações no trânsito intestinal e frequência de evacuação alta. Ela também participa das fases de detoxificação hepática melhorando o seu funcionamento.

Pele

Já são conhecidos os danos provocados pelos radicais livres ao nosso corpo e principalmente para o nosso maior órgão, a pele havendo assim a necessidade de uma maior defesa antioxidante. Um dos componentes da pele responsáveis pela sua firmeza são os fibroblastos. A cúrcuma apresenta um componente com alto poder antioxidante, a curcumina e segundo estudos ela ajudaria a diminuir o estresse oxidativo submetido a pele trabalhando portanto contra o envelhecimento precoce.

Pesquisas indicam que o envelhecimento está ligado a falha progressiva dos sistemas de manutenção celular e reparação (MARS) e que estimulando esse sistema haja uma prevenção contra o envelhecimento. Além do estresse químico estamos sujeitos a outros tipos como a radiação UVB, temperatura, exercício, jejum prolongado, entre outros. Estudos demonstraram que a curcumina é capaz de aumentar a produção da enzima HO-1, protegendo os fibroblastos do estresse oxidativo.

Os pesquisadores ressaltam que ela agiria na indução da resposta ao estresse celular nos fibroblastos normais pela geração de radicais livres e redução no estado redox o que levaria a um aumento da HO-1 e outras enzimas antioxidantes naturais do organismo como a GSH melhorando assim a proteção contra danos futuros.

Exercícios

A função vascular endotelial está relacionada ao envelhecimento, a menopausa e a um aumento do risco de doenças cardiovasculares. Mudanças na dieta e a prática de atividade física vêm demonstrando melhorar a idade vascular. No caso da menopausa isso ocorre por conta do declínio dos níveis de estrogênio. Elevações na produção de citocinas inflamatórias e radicais livres resultam em disfunção endotelial. A curcumina um alcalóide presente no açafrão é conhecida por suas propriedades antiinflamatórias e antioxidantes.

Estudos recentes demonstraram que a ingestão de curcumina por 8 semanas em mulheres pós menopausa melhorou a função endotelial. A magnitude da melhora foi comparada a mesma exercida pela atividade física. Por conta disso outras pesquisas sugerem uma melhora ainda melhor quando a prática de atividade física é unida ao consumo de curcumina. O exercício aeróbio melhora a função endotelial, pois aumenta a biodisponibilidade de óxido nítrico (vasodilatador).

Os pesquisadores acreditam que a curcumina ajuda nessa função por inibir a produção de TNF alfa (inflamatório) exercendo efeito antiinflamatório. Eles sugerem que a combinação dos dois seja utilizada como estratégia terapêutica na melhora da função vascular endotelial, mas mais estudos com outros tipos de exercícios e publicações devem ser realizados para atestar essa propriedade da curcumina.

Quantidade recomendada

Caso compre a raiz inteira utilize uma ou duas rodelas por dia. Se for ingerir o pó de açafrão a orientação é uma colher de chá, cerca de 5 gramas, diariamente caso exista algum problema de saúde. Pessoas saudáveis podem usar o quanto considerarem mais conveniente, o importante é a regularidade, que o açafrão-da-terra faça parte da rotina alimentar.

Como consumir

Quando a pessoa adquire a raiz inteira a orientação é usar as rodelas no suco, ralado na salada ou na preparação de outros pratos. Use o tempero em pó à vontade em sopas, pães, bolos, biscoitos, omeletes, tapiocas, e também em aves, carnes e cozidos, legumes, arroz, feijão, ervilha, etc. A versão em pó também pode ser utilizada em sucos.

Por ser um pó, não é bom consumir o açafrão a seco, polvilhado na salada, por exemplo. Isto porque há maior risco de engasgue. Ele pode ser misturado em qualquer tipo de líquido, como no preparo dos alimentos ou na confecção de molhos para salada. Vale misturar com azeite, óleo de coco, maionese, leite, iogurte, manteiga, etc.

Combinações

É interessante combinar a cúrcuma com a pimenta do reino a fim de aumentar a biodisponibilidade (absorção). A pimenta do reino é rica em um flavonoide chamado piperina, que aumenta a absorção de outros nutrientes. O curry é feito com cúrcuma e pimenta, e também pode ser incorporado no dia a dia.

leite dourado

A bebida tem como principal ingrediente a cúrcurma, também conhecida como açafrão, uma especiaria bastante tradicional na Ásia, mas não tão comum no Brasil, que vai garantir a coloração diferente e dourada do leite. O tempero é a base de todas as preparações que podem contar com leite de coco ou amêndoas, mel, gengibre, canela e outros complementos, dependendo da receita.


Benefícios do leite dourado

Graças à curcumina presente na cúrcuma, o leite dourado traz inúmeros benefícios para a saúde e beleza. Anti-inflamatória, a bebida ajuda a limpar o organismo ao eliminar toxinas que podem causar gases ou inchaço, além de ser considerada um remédio natural contra doenças e incômodos simples, como resfriados e cólicas, por exemplo, por causa de suas propriedades analgésica, antibacteriana, antioxidante, antialérgica e antiespasmódica.

Condições mais graves também podem ser combatidas com o consumo da bebida, já que estudos indicam que a cúrcuma tem poder de evitar câncer, diabetes e doença de Alzheimer. A especiaria dourada ainda contribui para a beleza da pele combatendo o envelhecimento precoce, melhora a digestão e proteger o fígado. Aliado da dieta, o alimento regula o metabolismo, reduz as gorduras acumuladas no corpo e trabalha a recuperação muscular, essencial para quem pratica esportes.

Receita de leite dourado
Ingredientes:
1 copo de leite de coco ou amêndoas
½ colher de sopa de cúrcuma em pó
½ colher de sopa de gengibre em pó
¼ de colher de sopa de cardamomo em pó
1 colher de sopa de mel
Modo de preparo:
Para fazer a bebida termogênica que ajuda a emagrecer basta colocar todos os ingredientes em um pote com tampa, fechar e misturar bem por cerca de dois minutos. Passe pelo coador e pronto. Como o leite pode ganhar variações com trocas de complementos, uma indicação de especialista pode ajudar a acertar nas substituições e garantir ainda mais benefícios.

FONTE

http://amigosdacura.ning.com/group/curadocancer/forum/topics/curcuma-ou-acafrao

http://nutricaojoyce.com.br/beneficios-do-acafrao-curcuma-longa-para-a-saude

http://nutricaojoyce.com.br/beneficios-do-acafrao-curcuma-longa-para-a-saude

http://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/18799-acafrao-da-terra-e-aliado-do-cerebro-e-ajuda-na-perda-de-peso

http://mdemulher.abril.com.br/dieta/maxima/acafrao-ajuda-a-eliminar-as-celulas-gordurosas-e-queima-ate-4-kg-em-21-dias

vix

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Plantas alimentícias não convencionais


Em 1993 participei de um Curso sobre Alimentação saudável e sustentabilidade e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC). Gostei de tudo que aprendi e passei a usar várias das dicas ali ensinadas. Hoje li no Gastrolandia um artigo sobre o tema e quis compartilhar o assunto aqui no Blog.

Quando falamos em alimentação saudável e sustentabilidade, não tem como não falar sobre as PANC! As ‘plantas alimentícias não convencionais’ (PANC) são plantas que nós, ou a maioria de nós, não comemos por falta de costume ou de conhecimento e que podem sim ser consumidas!

Nativas ou exóticas, muitas são denominadas ‘mato’, ‘daninhas’, ‘invasoras’ e até ‘nocivas’ por brotarem espontaneamente entre as plantas cultivadas ou em locais onde não “permitimos” que isso ocorra. Devido a isso, milhares de espécies com alto valor nutritivo são negligenciadas por grande parte da população e do poder público.

As PANC se referem a partes das plantas (frutos, folhas, flores, rizomas, sementes, etc) que podem ser consumidas pelo homem, cruas e/ou após preparo culinário. Além das ‘partes de plantas não convencionais’, também trata das ‘partes não convencionais de plantas comuns’, como por exemplos o uso das folhas de batata-doce e do mangará (coração) da bananeira na alimentação. As PANC tem potencial para complementação alimentar, diversificação dos cardápios e dos nutrientes ingeridos e na diversificação das fontes de renda familiar, como a venda de partes das plantas ou de produtos processados (geleias, pães, farinha, etc) e através do turismo, rural ou gastronômico.

Você já ouviu falar em peixinho que dá na terra? Pois há uma hortaliça que é conhecida como lambari da horta. Ela veio da Europa e da Ásia, mas se adaptou muito bem ao Brasil.
Em Minas Gerais, é mais comum em regiões de clima ameno. Na Europa, as pessoas a usam mais para decoração. Aqui, muita gente faz chá com ela, para acalmar tosses e irritações.

Você conhece peixinho da horta? eu sou alucinada por ele


O peixinho é bem fácil de plantar, com semente ou muda. Cresce melhor em climas mais secos. E também faz sucesso na culinária. O chef de cozinha Humberto Passeado conheceu o peixinho há cerca de 15 anos e, desde então, ela está sempre na horta dele. 

Veja abaixo a receita feita com a hortaliça:

lambari da horta

Ingredientes:

- Folhas de peixinho

- Fubá

- Ovos

- Sal a gosto

- Pimenta-do-reino

Modo de preparo:

Lave bem as folhas e seque todas. Bata os ovos com sal e pimenta-do-reino e reserve. Separe em uma travessa o fubá. Agora faça as folhas empanadas, passando primeiro pelo ovo, retire o excesso, depois pelo fubá. Aí é só fritar em óleo bem quente, por cerca de 30 segundos de cada lado até ficar dourado.

Projeto PANCs - parte 1

Projeto PANCs - parte 2

Projeto PANCs - parte 3

Projeto PANCs - parte 4


Salada de PANCs da estação (no caso, serralha, língua de vaca,
azedinha, catalônia, bálsamo e almeirão roxo) ao molho de mel
dos Mellos e queijo de cabra de Santo Antonio do Empório dos
Mellos, em Campos do Jordão

O que são PANCs e qual sua importância?

Plantas Alimentícias Não Convencionais são aquelas que a maioria das pessoas não se dá conta de sua função como alimento. Muitas, inclusive, são consideras matos ou ervas daninhas por crescerem espontaneamente nos quintais, campos e beiras de estrada.

Também pode-se considerar PANCs algumas plantas comuns, como a bananeira, porque acabamos restringindo seu consumo a fruta, jogando fora as outras partes comestíveis como o coração (ou umbigo) e os frutos verdes.

Por que tanto desconhecimento? Bom, o que aconteceu foi que com o passar das décadas, a destruição de vários biomas, o crescimento do agronegócio e os processos sucessivos de seleção artificial, houve uma redução drástica no número de plantas que são empregadas na alimentação humana. Isso traz como consequência a perda de diversidade no prato, redução de fontes naturais de nutrientes e a necessidade de reposição por fontes artificiais, como suplementos. Outro fator que se elimina é a diversidade cultural, com o abandono de saberes tradicionais associados ao consumo de espécies de plantas de ocorrência local ou regional.

Ou seja: vivemos num país riquíssimo em ingredientes mas acabamos por consumir sempre as mesmas coisas. Sendo assim, a demanda se restringe a apenas dezenas de itens, que são plantados cada vez em maior quantidade para atender a demanda. Enquanto isso, milhares de espécies são esquecidas e, muitas delas, extintas.

Por isso o trabalho de organizações e produtores como a Fazenda Coruputuba e Slow Food, entre outros, é tão importante: para serem produzidas em escala e chegarem aos mercados, é necessário haver interesse do consumidor, que só as descobrirá através de cozinheiros que as sirvam seus restaurantes e da imprensa. É o círculo virtuoso da informação.

Querendo saber mais sobro o assunto, compre o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais, de Valdeli Kinupp, clicando AQUI

A pesquisadora Neide Rigo faz incríveis passeios urbanos, em São Paulo, para busca e identificação de PANCs. Para saber novas datas do #Panccity, seu projeto, siga o Instagram dela.

Conheça abaixo algumas das tantas PANCs brasileiras

Beldroega

Também conhecida como caaponga, porcelana, onze-horas. Consumida em saladas, sopas, molhos e para engrossar caldos. Rica em vitamina C, ômega 3 e proteínas.





Begônia


Suas flores podem ser consumidas cruas em saladas. Tem sabor refrescante, bem parecido ao do tomate verde.

Bertalha


Também conhecida por espinafre indiano. Planta trepadeira de folhas tenras que são consumidas refogadas em sopas, suflês e bolinhos.

Capuchinha


Também conhecida por Flor de Chagas, Chaguinha. Come-se as flores e folhas, que possuem grande quantidade de vitamina C. De sabor picante semelhante ao agrião.

Cará do ar

Planta trepadeira, produz tubérculos aéreos de cores branca, creme, roxa ou amarela.É rico em proteínas, carboidratos e potássio e alimento básico na Nigéria.

Chuchu de Vento


Também conhecido como maxixe peruano e taiuá. Seus frutos são consumidos em saladas, quando novos, ou refogados e recheados, quando adultos.

Vinagreira


Também conhecida como hibisco, caruru-azedo, quiabo-azedo, rosélia. São consumidas duas folhas e capuchos em saladas – cruas ou refogadas – e compotas e geleias.

Feijão Guandu


Leguminosa de sabor potente, é altamente resistente a climas secos e solos pobres. Ricos em proteínas e carboidratos.

Araçá do Campo


Da família da goiaba, a pequena fruta possui alto teor de vitaminas A, B, C, antioxidantes, carboidratos e proteínas.

Maria Gorda


Também conhecida por Major Gomes, João Gomes e língua de vaca. Rústica, tolerante a seca, rica em nutrientes, possui 500% mais ferro que o espinafre.

Peixinho

Também conhecida como lambari da horta e orelha de lebre, por sua textura peludinha. As folhas ficam deliciosas quando empanadas e fritas e remete ao sabor do peixe lambari.

Taioba

Originária da América do Sul, a taioba (Xanthosoma sagittifolium) é muito similar na aparência ao inhame (Colocasia esculenta), natural do Sudeste da Ásia. Contém baixo nível calórico e alto nível nutricional e sensação de saciedade, por possuir muitas fibras. Dela come-se as folhas – deliciosas refogadas -, e o rizoma, o Taiá.

Taiá

Rizoma da Taioba, tem sabor parecido ao do inhame. Usa-se assado, cozido, em forma de purê ou frito. Por possuir muito amido, é ótimo espessante para caldos e sopas.



Ailin Aleixo - JORNALISTA, CRIADORA DO GASTROLÂNDIA
Adora comer e beber bem – especialmente se for viajando. Ultimamente seu programa favorito é visitar produtores e conhecer o processo, nem sempre bonito, por detrás dos alimentos que consumimos. Fala (e escreve) demais o que pensa, é péssima em fazer média e já se acostumou em não ser das pessoas mais populares. Tem cinco gatos e quatro dentes do siso.

FONTE

gastrolandia

coletivoverde

redeglobo

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Pinoli


O pinoli pertence à família das oleaginosas, mesmo grupo das castanhas, nozes e amêndoas. É rico em proteínas, fibras, zinco, cobre, ferro, manganês, magnésio e algumas vitaminas do complexo B. “A maior parte da gordura do alimento é de boa qualidade e apresenta ômega 3, 6 e 9, essenciais para o bom funcionamento do organismo, pois auxiliam na redução do colesterol, ajudando a prevenir doenças cardiovasculares”, diz Andrea Stingelin Forlenza, nutricionista (SP).

Por serem ricas em antioxidantes e apresentarem baixo índice glicêmico, as oleaginosas reduzem o risco de desenvolver doenças cardíacas e diabetes. A indicação é consumir até duas colheres (sopa) por dia de pinoli, devido o alimento ser muito calórico. Você pode adicioná-lo em saladas, tortas, bolos, pães ou no recheio de massas.



Os pinoli (do italiano pinolo, pl. pinoli) são extraídos do pinheiro-manso (Pinus pinea), uma árvore nativa da região do Mediterrâneo.

Semelhante a uma amêndoa, mas de tamanho bem reduzido, o pinolo possui formato ovalado, textura macia e coloração amanteigada. É oleoso e de sabor suave, que pode ser ressaltado pela torra.

Na Itália, é muito usado em risotos, molhos e bolos, sendo fundamental no molho pesto. É também bastante difundido na Índia e na Turquia. Na cozinha libanesa - onde são conhecidos como "snoubar" - entra em massas, esfirras, legumes de forno, arroz, charutos recheados e sobremesas, como sorvetes, bolos, doces e tortas.

É vendido principalmente em pacotes de 20 gramas ou por peso, em lojas de produtos árabes e empórios sofisticados.


Pinoli também conhecido como Pinhole, pignole ou Snoubar, é um tipo de semente oleaginosa, extraída do Pinheiro-manso (Pinus pinea), que se parece com uma amêndoa, de cor bege e tamanho bem menor.

Seu sabor lembra o da noz moscada, mais adocicada, menos picante e poderosa, pois apenas uma pequena quantidade realçará o sabor de qualquer receita. É uma iguaria de origem mediterrânea, muito apreciada ao redor do mundo, principalmente pelos turcos, indianos, sírios, libaneses e italianos.

O pinheiro-manso demora até cem anos para produzir a pinha, colhida manualmente, de onde é retirada sua semente, descascada para dar origem ao pinolo, que é muito utilizado em várias receitas culinárias para preparação de esfirras, quibes, arroz, legumes de forno, charutos recheados, bolos, molhos, risotos e sobremesas, tais como sorvetes, doces, bolos e tortas.


O Pinoli possui alto teor de gordura monoinsaturada, proteínas, fibras, vitaminas do complexo B, além de ser rico em vitamina E e sais minerais tais como manganês, zinco, cobre, ferro, magnésio e potássio.

Alimento, consumido em pequenas doses, até duas colheres de sopa ao dia, é essencial para o funcionamento do organismo, pois auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares, na redução do colesterol, além de ser rico em antioxidantes que evitam o envelhecimento precoce, apresenta baixo índice glicêmico auxiliando no controle da diabetes. Por ser rico em fibras auxilia no funcionamento intestinal.

O pinoli é encontrado em empórios com produtos da gastronomia árabe, em pacotes de 20 gramas, sendo uma condimento com preço mais elevado.

FONTE
http://www.coisasdaroca.com/especiarias/pinoli.html

http://revistavivasaude.uol.com.br/guia/saiba-tudo-sobre-o-pinoli/4916/#

http://www.cantinhovegetariano.com.br/2011/10/pinoli.html